domingo, 29 de março de 2020
A frase mais linda que conheço
É lindo saber que eu tenho uma pequena pessoinha correndo pela casa e ela é a minha metade e a metade da pessoa que eu amo.
domingo, 22 de março de 2020
Jeová
Jeová-Roí - Deus é meu pastor (Sl 23:1)
Jeová-Jiré - Deus proverá (Gênesis 22:14)
Jeová-Shalom - O Senhor é a nossa paz! (Juízes 6:24)
Jeová-Tsidkenu - O SENHOR é a nossa justiça (Jeremias 23:5-6)
Jeová-Tsidkenu - O SENHOR é a nossa justiça (Jeremias 23:5-6)
Jeová Rafah - O Deus que cura/restaura (Êxodo 15:26)
Jeová Shammah - Deus está presente (Ezequiel 48:35)
Jeová Shammah - Deus está presente (Ezequiel 48:35)
Jeová Nissi - O SENHOR é a minha bandeira (Êxodo 17:15,16)
Jeová M’kaddesh - Deus que nos santifica (Levítico 20:7-8)
Jeová M’kaddesh - Deus que nos santifica (Levítico 20:7-8)
sexta-feira, 20 de março de 2020
Meu feitio de oração
Enquanto vivo eu oro.Enquanto eu choro,enquanto eu como, Eu oro, e quando estou com sono. Também a cada vez que eu rio,e quando eu saio, e se eu morro de frio eu oro.
E quando eu caio, e quando à noite eu me deito pra dormir,
E quando eu vou sair, se eu me demoro,
Eu, nessa hora, sem motivo,Oro...
Eu quase nunca espalmo a mão na mão.
Eu quase nunca falo baixinho.
Eu quase nunca faço uma oração
Assim, do jeito certinho...
Eu oro quando estou sozinho.
Eu oro no meio da multidão.
Eu oro quando estou no meio do caminho
Ou na contra-mão.
Cada vez que eu cometo um desatino eu oro,
Cada vez que eu melhoro,
Cada vez que eu escapo de um tiro de raspão.
Eu não decoro a letra da oração.
Às vezes eu fecho os olhos.
Outras vezes distraio a minha visão...
E, todavia,é assim que eu oro.
É assim que eu falo com Deus.
De outra maneira não.
Não uso palavra. Uso a vida.
Não uso a voz. Uso a mão.
Mas não espalmada. Estendida.
Às vezes a mão fechada. Às vezes a mão no chão.
Às vezes a mão tremula e cansada.Às vezes mesmo a mão desanimada
Por tanto lutar em vão...
Mas mesmo assim
Essa é a mão
Que eu movo e trago sempre em comunhão.
É meu feitio.
É minha condição.
É como se o orar deixasse cada poro.
Fizesse parte da minha respiração.
É assim, desse jeito, quando eu oro.
É dessa forma minha oração.
E quando eu caio, e quando à noite eu me deito pra dormir,
E quando eu vou sair, se eu me demoro,
Eu, nessa hora, sem motivo,Oro...
Eu quase nunca espalmo a mão na mão.
Eu quase nunca falo baixinho.
Eu quase nunca faço uma oração
Assim, do jeito certinho...
Eu oro quando estou sozinho.
Eu oro no meio da multidão.
Eu oro quando estou no meio do caminho
Ou na contra-mão.
Cada vez que eu cometo um desatino eu oro,
Cada vez que eu melhoro,
Cada vez que eu escapo de um tiro de raspão.
Eu não decoro a letra da oração.
Às vezes eu fecho os olhos.
Outras vezes distraio a minha visão...
E, todavia,é assim que eu oro.
É assim que eu falo com Deus.
De outra maneira não.
Não uso palavra. Uso a vida.
Não uso a voz. Uso a mão.
Mas não espalmada. Estendida.
Às vezes a mão fechada. Às vezes a mão no chão.
Às vezes a mão tremula e cansada.Às vezes mesmo a mão desanimada
Por tanto lutar em vão...
Mas mesmo assim
Essa é a mão
Que eu movo e trago sempre em comunhão.
É meu feitio.
É minha condição.
É como se o orar deixasse cada poro.
Fizesse parte da minha respiração.
É assim, desse jeito, quando eu oro.
É dessa forma minha oração.
quinta-feira, 19 de março de 2020
Moça da campanha
Eu sou moça da campanha,
Uso vestido de chita.
Dizem até que sou bonita
Mas eu não sinto vaidade.
Eu sei: na minha rudeza
Talvez não possa igualar
A beleza singular
De uma moça da cidade!
Ando assim de pé no chão,
Lidando no meu ranchinho.
Quando levanto cedinho,
Vou correndo pra mangueira!
Ajudo a mãe no curral,
E depois varro o terreiro...
Passo assim o dia inteiro,
Fazendo a lida caseira.
A tardinha corro à sanga,
Lavo os pés e lavo o rosto,
E ponho com muito gosto,
No cabelo, linda flor...
Depois eu vou pra porteira
Onde espero, entusiasmada,
A volta da gauchada,
Para ver o seu amor.
Ele é peão de lá da estância,
É pobre mas é bonito
Quando retorna, ao tranquito,
Num pingo lindo que tem;
Eu sinto, dentro do peito,
Corcoveando de emoção,
O meu pobre coração,
De tanto que eu quero bem!
Ele promete que um dia
Vai levar-me pra um ranchinho
Entre amor e carinho,
Vamos viver, toda a vida.
Mais como a gente padece,
E como custa chegar
O dia de realizar
A promessa prometida!
E quando isso se der
Eu vou chorar de contente.
Mas prometo, minha gente,
E juro de coração,
Que se Deus me permitir,
Criarei nesse ranchinho,
Uma porção de piazito
Pra cultuar a tradição!
Dimas Costa
Monólogo a pé
- Don Antonio, toma um trago!...
- que eu já tô quaje borracho
e vô me empedá de vez! -
... que hoje, o assunto é mui largo
e, na botella de canha,
quero vê se alcanço um tempo
que não seja tão amargo
e que não seja tão preto
de miséria e escassez!
- Don Antonio, a cosa é bruta!...
… nas estância da frontera
o mundo perdeu as conta
e nem parece que é mundo!...
... a lo menos não é más
aquele que a gente tinha!
- Estância grande, já no hay...
... como havia inté bem poco,
faz trinta e pico de ano!
- Premero, viero os gringo
e compraro a estância véia!...
... co’aquele jeito na voz
que parece ladainha.
- Inté aí, más o meno!...
... que apesar de tanta granja
e planta, que não prestava,
tinha a soca das lavora
engordando boi e pico...
... e nós inda inté tropeava!
- A Estância do Ñandubay...
... que nascemo e nos criemo,
que vivemo e trabaiemo
bem más que uma vida intera!...
Indiada linda, campera,
facera e buena de laço...
... e, facilita, nas criolla,
inda corria as chilena
nas tropilla cabortera!
- Nem le conto, Don Antonio:
um gringo comprô do otro!...
... e esse tal do gringo novo
diz que vai plantá só arve!...
... carcule que linda estância
virada só em laranjera!
- Cada invernada de lujo
e boiada bichareda
que dava gosto a mirada!...
... Mal virava a primavera,
no nascê da ternerada,
e era a cosa más linda
a lida da nossa indiada:
- Recorrê campo - bem cedo! -
reparando a parição...
... pra puxá algum ternero
- vaca de premera cria -
que, não fosse a mão dos home
- justo! - morria trancada.
- Despôs, alguma parida,
co’o parto depindurado,
que a gente sacava a custo,
com dois pauzito – enrolando –
a pária da vaquilhona...
... jogando pra’um lado e otro,
pra não ficá rebentado.
- E no forte do verão,
bichera, banho de gado...
... e o patrão já andava oiando
pra o estado da boiada,
apartando os mais pareio
pra compô uns lote bueno
pras tropa de abril e maio.
- E eu vinha – bem de a cavalo! –
chamando a ponta da tropa
nas estrada da frontera:
- Venha, venha, venha boi!...
... levando pra São Domingos
o mismo bandeando a linha
nas madrugada chuvosa
- quietito e sem alarido -
por causa da caminera.
- Se era lindo aquele tempo!...
- Don Antonio, mais um trago!...
... a canha aviva a lembrança
e, por certo, as esperança
da morte chegá ligero
pra me adoçá esse amargo!
- Não bastava a judiaria
da tal plantação de arve
e esse tipo desgraçado
trocô inté o nome da estância!...
“VALE VERDE”
- E o galpão do nosso tempo,
se era, então, cosa más linda!...
… sempre vinte o trinta home:
a peonada ajustada,
um domadô, inté dois;
uns quatro o cinco changuero;
dois casero, a cozinhera...
... que por sinal eu fresteava
quaje todo os meio-dia
na quinta das laranjera...
... um pedrero, um carpintero;
e pros jardim da patroa
tinha até um jardinero!
- Pro consumo da semana,
e isto só no ano redondo,
nós carneava quatro, cinco;
as vez até seis capão...
... porque se havia quadrilla,
com dez, doze alambradô,
o nas comparsa de esquila,
com mais quinze o vinte home,
demudava pra uma vaca!...
... e mais algum borregão!
- Don Antonio, aquele tempo
é que era lindo e folgado!...
... nós trabaiava facero
e, quaje todos os dia,
só por farra e estrepolia
inda quarteava os paisano,
oreiando os desbocado.
- Como disse o tal do gringo:
“hoje os tempo já são otro!”
Tem razão o desgraçado,
que as estância tão se indo
e a gente, apartado delas,
vai vivendo do passado.
- Um passado que era lindo:
uma vida de a cavalo!...
... sem mais lei nem lida buena
que andá sovando pelego,
e ovindo o tirrim da espora
contraponteando os gemido
da carona contra o basto.
- Don Antonio, toma um trago!...
... que hoje, um pobre peão campero
não tem mais sorte que a vila,
carroceando a vida ingrata
nuns matunguito esmirrado!...
- E eu, que me perdi, extraviado...
- e já tô quaje borracho! -
... quero vê se alcanço o tempo
que não era tão amargo...
... em que era moço e campero
e os caminho eram mui largo...
... e as estância da frontera
era a própia alma matrera
da gente do nosso pago!
Autor: Guilherme Collares
Intérprete: Wilson Araújo
Amadrinhador: Guilherme Collares
- que eu já tô quaje borracho
e vô me empedá de vez! -
... que hoje, o assunto é mui largo
e, na botella de canha,
quero vê se alcanço um tempo
que não seja tão amargo
e que não seja tão preto
de miséria e escassez!
- Don Antonio, a cosa é bruta!...
… nas estância da frontera
o mundo perdeu as conta
e nem parece que é mundo!...
... a lo menos não é más
aquele que a gente tinha!
- Estância grande, já no hay...
... como havia inté bem poco,
faz trinta e pico de ano!
- Premero, viero os gringo
e compraro a estância véia!...
... co’aquele jeito na voz
que parece ladainha.
- Inté aí, más o meno!...
... que apesar de tanta granja
e planta, que não prestava,
tinha a soca das lavora
engordando boi e pico...
... e nós inda inté tropeava!
- A Estância do Ñandubay...
... que nascemo e nos criemo,
que vivemo e trabaiemo
bem más que uma vida intera!...
Indiada linda, campera,
facera e buena de laço...
... e, facilita, nas criolla,
inda corria as chilena
nas tropilla cabortera!
- Nem le conto, Don Antonio:
um gringo comprô do otro!...
... e esse tal do gringo novo
diz que vai plantá só arve!...
... carcule que linda estância
virada só em laranjera!
- Cada invernada de lujo
e boiada bichareda
que dava gosto a mirada!...
... Mal virava a primavera,
no nascê da ternerada,
e era a cosa más linda
a lida da nossa indiada:
- Recorrê campo - bem cedo! -
reparando a parição...
... pra puxá algum ternero
- vaca de premera cria -
que, não fosse a mão dos home
- justo! - morria trancada.
- Despôs, alguma parida,
co’o parto depindurado,
que a gente sacava a custo,
com dois pauzito – enrolando –
a pária da vaquilhona...
... jogando pra’um lado e otro,
pra não ficá rebentado.
- E no forte do verão,
bichera, banho de gado...
... e o patrão já andava oiando
pra o estado da boiada,
apartando os mais pareio
pra compô uns lote bueno
pras tropa de abril e maio.
- E eu vinha – bem de a cavalo! –
chamando a ponta da tropa
nas estrada da frontera:
- Venha, venha, venha boi!...
... levando pra São Domingos
o mismo bandeando a linha
nas madrugada chuvosa
- quietito e sem alarido -
por causa da caminera.
- Se era lindo aquele tempo!...
- Don Antonio, mais um trago!...
... a canha aviva a lembrança
e, por certo, as esperança
da morte chegá ligero
pra me adoçá esse amargo!
- Não bastava a judiaria
da tal plantação de arve
e esse tipo desgraçado
trocô inté o nome da estância!...
“VALE VERDE”
- E o galpão do nosso tempo,
se era, então, cosa más linda!...
… sempre vinte o trinta home:
a peonada ajustada,
um domadô, inté dois;
uns quatro o cinco changuero;
dois casero, a cozinhera...
... que por sinal eu fresteava
quaje todo os meio-dia
na quinta das laranjera...
... um pedrero, um carpintero;
e pros jardim da patroa
tinha até um jardinero!
- Pro consumo da semana,
e isto só no ano redondo,
nós carneava quatro, cinco;
as vez até seis capão...
... porque se havia quadrilla,
com dez, doze alambradô,
o nas comparsa de esquila,
com mais quinze o vinte home,
demudava pra uma vaca!...
... e mais algum borregão!
- Don Antonio, aquele tempo
é que era lindo e folgado!...
... nós trabaiava facero
e, quaje todos os dia,
só por farra e estrepolia
inda quarteava os paisano,
oreiando os desbocado.
- Como disse o tal do gringo:
“hoje os tempo já são otro!”
Tem razão o desgraçado,
que as estância tão se indo
e a gente, apartado delas,
vai vivendo do passado.
- Um passado que era lindo:
uma vida de a cavalo!...
... sem mais lei nem lida buena
que andá sovando pelego,
e ovindo o tirrim da espora
contraponteando os gemido
da carona contra o basto.
- Don Antonio, toma um trago!...
... que hoje, um pobre peão campero
não tem mais sorte que a vila,
carroceando a vida ingrata
nuns matunguito esmirrado!...
- E eu, que me perdi, extraviado...
- e já tô quaje borracho! -
... quero vê se alcanço o tempo
que não era tão amargo...
... em que era moço e campero
e os caminho eram mui largo...
... e as estância da frontera
era a própia alma matrera
da gente do nosso pago!
Autor: Guilherme Collares
Intérprete: Wilson Araújo
Amadrinhador: Guilherme Collares
sábado, 7 de março de 2020
Sabe aquele amor que se multiplica?
Tem brinquedo espalhado pela casa toda
E as paredes rabiscadas com o giz de cera
Mudou de tal maneira
Nossa vida já não é a mesma
A gente já não dorme mais a noite inteira
Na mesa tem dois copos e uma mamadeira
Mudou de tal maneira
Nossa vida já não é a mesma
(Zé Neto e Cristiano)
E as paredes rabiscadas com o giz de cera
Mudou de tal maneira
Nossa vida já não é a mesma
A gente já não dorme mais a noite inteira
Na mesa tem dois copos e uma mamadeira
Mudou de tal maneira
Nossa vida já não é a mesma
(Zé Neto e Cristiano)
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