sexta-feira, 24 de abril de 2020

Você é uma pessoa singular

No universo de Deus não existe coincidência.  Deus planejou todas as coisas, inclusive sua vida. Mesmo que seus pais não tenham planejado o seu nascimento,  Deus planejou criar você. Ele formou cada célula do seu corpo. Você é feitura de Deus, poesia de Deus, menina dos olhos de Deus. Ele amou você antes de voe nascer. Ele estava presente quando seu coração deu a primeira batida. Deus estava recebendo você quando você saiu do ventre de sua mãe. Ele viu seu primeiros passos. Ele conhece seus pensamentos, antes que eles venham à sua cabeça. Ele conhece cada palavra antes que a sua língua a profira. Deus conhece você por dentro e por fora. Conhece seu passado, seu presente e seu futuro. Você é alguém muito especial para Deus. Ele amou você, e por amor, enviou ao mundo seu Filho Unigênito para perdoar seus pecados e dar a você a vida eterna. Agora mesmo você pode entregar-se a Cristo e fazer parte da família de Deus.

(Lopes, Hernandes Dias. Livro Gotas de Esperaça para a alma. Pg 87)

sábado, 4 de abril de 2020

Coisas que precisamos parar de obrigar as crianças a fazerem

1. Beijar e abraçar as pessoas

 Pressionar os filhos a beijarem e abraçarem primos, tios e adultos como forma de demonstrarem educação é ruim. As crianças não têm a mesma ideia de regras sociais do que a gente. A pessoa pode ser importante para os pais, mas, para os pequenos, é um estranho. Por que fazer com que uma criança demonstre carinho por alguém que ela não conhece? "Isso pode ser invasivo e desconfortável. A criança pode entender que o contato físico sem permissão é normal ou que deve sempre agradar o outro", diz Mariana Bonsaver, psicóloga da Maternidade Pro Matre Paulista, em São Paulo. "Forçar a criança a tocar outras pessoas pode deixá-las vulneráveis a pessoas mal-inteencionadas", segundo a coach familiar Valéria Ribeiro, do site Filhosofia.

2. Pedir desculpas por mera formalidade.

Segundo a psicóloga Marganne Dubrule Bulcão, sócia do espaço Cadê Bebê, em São Paulo (SP), ensinar a criança a pedir desculpas para se livrar de conflitos ou para agradar é perigoso, pois transmite ideias equivocadas. "Se nos desculparmos por tudo, acreditamos que estamos errados o tempo inteiro ou nem sabemos mais distinguir o erro do medo do conflito", afirma. Pedir desculpas por obrigação não leva a criança entenda o que fez de errado. "Em alguns casos, a própria criança encontra recursos para se redimir. Por exemplo, ao machucar um amiguinho sem querer, pode oferecer um brinquedo ou chamá-lo para brincar", exemplifica Letícia Gomes Gonçalves, psicóloga, doula, consultora em disciplina positiva e escritora no blog Conversa entre Marias.

3. Emprestar o brinquedo com o qual está brincando.

Se o brinquedo é da criança, então por que ela teria a obrigação de emprestá-lo, ainda mais quando está se divertindo? "Devemos ensinar as crianças a compartilhar e a serem generosas. Porém, isso não é aprendido através da obrigação. Ao agirem assim, os pais acabam ensinando que não há nada de errado em interromper algo prazeroso para satisfazer o outro", diz a psicóloga Mariana. "A criança pode acreditar que suas necessidades  e desejos vêm sempre em segundo plano perante o desejo alheio, e que, portanto, ela não pode realmente se entregar totalmente à brincadeira", fala Marganne. O melhor a fazer é sempre mostrar que cada um terá a sua vez com o brinquedo ou na brincadeira, e que precisa esperar.


4. Fazer alguma atividade que deteste 

É interessante e desafiador para as crianças realizar atividades extracurriculares, como esportes ou novas línguas. Mas elas devem ser escolhidas de acordo com as preferências delas, nunca impostas. Dessa forma, a criança irá aprender de forma prazeirosa e se envolverá na atividade, com melhores chances de utilizar o aprendizado futuramente. "Muitos pais criam expectativas e obrigam os filhos a praticarem um esporte que não gostam. Isso causa uma enorme desmotivação e pode gerar aversão aos esportes até", diz Julia Bittencourt, psicóloga clínica com experiência no atendimento de crianças, gestantes e mães e orientadora educacional do Colégio Garriga de Menezes, no Rio de Janeiro (RJ). 

5. Demonstrar compreensão com crianças chatas 

Adultos podem não se relacionar com quem não simpatizam. Caso o convívio seja obrigatório --no trabalho, por exemplo-- encaramos isso da maneira mais formal e superficial possível. Então, por que insistir para que os filhos brinquem com crianças com quem não se sentem à vontade? O que pode ser feito é encontrar algo que seja de interesse das duas para que ocorra um relacionamento espontâneo. "Empatia e convivência social são características que devem ser transmitidas. Mas ensinar o filho a se proteger e não ultrapassar seus limites pessoais é uma percepção importante e um grande exercício de autoconhecimento. Dizer 'não' e 'chega' ao outro é, também, um ato de amor", diz Marganne.


6. Agir como adultas 

Obrigar a criança ficar sentada em um ambiente novo é pedir o impossível, pois ela gosta de explorar novos lugares. "Levar filhos pequenos para eventos que exijam uma postura de adulto é pedir para que fiquem estressados. Se for muito necessário que a criança vá, leve algo com que ela possa se distrair e brincar. E tenha em mente você que precisará dar atenção a ela e que, possivelmente, terá de ir embora antes do planejado", de acordo com a coach Valéria. Outra exigência típica: que os mais velhos cuidem dos menores. "É essencial lembrar que a condição das crianças é de irmãos e de pessoas que estão aprendendo a viver. Elas não têm de se responsabilizar por ninguém. Podem, sim, ajudar em determinadas tarefas, mas jamais assumir o cuidado", diz Letícia.


7. Mandar parar de chorar 

Na opinião da psicóloga e doula Letícia, mandar a criança parar de chorar ou dizer algo como "não foi nada" quando ela cai, se machuca ou tem uma explosão de raiva, é um desrespeito. "Ao invalidar o sentimento da criança, ele ensina que sentir dor é errado e que chorar não é aceitável na sociedade", afirma. Às vezes, embora o machucado não seja aparente, causa dor, assusta.  "Chorar é uma forma natural de expressar sentimentos que as crianças ainda não sabem explicar. Por isso é importante acolher, mostrar empatia e ajudar a nomear o sentimento. Dessa forma, estamos ajudando a criar pessoas que sabem falar sobre o que sentem", afirma Julia. 

8. Arrumar o quarto do jeito que você espera.

"Cada um de nós tem um senso de arrumação diferente do olhar de uma criança. Muitas vezes exigimos que os filhos mantenham seus quartos arrumados dentro de um 'padrão'. Mas esse padrão é o nosso, certo? É importante permitir que os pequenos promovam a autonomia também na arrumação de suas coisas", diz Sueli Adestro, coordenadora da equipe da área pedagógica do serviço de reforço escolar Tutores BR. Não tirem as coisas do lugar que os filhos costumam deixar, apenas observem e deem uma opinião de como ficaria melhor a arrumação. Dar uma sugestão é diferente de impor. 

- Veja mais em https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2017/11/23/8-coisas-que-precisamos-parar-de-obrigar-as-criancas-a-fazerem.htm?cmpid=copiaecola

Quando a criança rejeita os abraços e os beijos

Hoje tive, um contratempo referente as crianças abraçarem quando não querem fazer isso. Enfim, foi algo que me deixou pensativa.... será que estou agindo errado ao não corrigir meu filho? Será que no futuro irei passar vergonha por isso? Então fui pesquisar na internet sobre esse assunto. Segue abaixo as informações que encontrei.

A seguir, compartilhamos contigo algumas recomendações que lhe ajudarão a abordar adequadamente a conduta de rejeição que o seu filho manifesta quando as pessoas do seu meio lhe demandam beijos ou abraços: 
- Não se alarme se o seu filho se nega a dar um beijo ou abraço em outra pessoa. O mais recomendável é agir com normalidade e não insistir para que o faça. 
- Beijar ou abraçar não deve ser uma obrigação! Não há que obrigar as crianças a dar beijos ou abraços a outras pessoas se elas não quiserem fazê-lo. As crianças têm que se sentir livres para beijar alguém a quem amam e quando quiserem.  
- Devemos respeitar as crianças e suas decisões. O seu corpo é seu e devemos respeitar que elas escolham com quem querem ter contato físico e com quem não. 
- Não devemos convencer a criança para que acabe beijando alguém contra sua vontade, já que podemos favorecer dessa maneira que sejam mais vulneráveis a um abuso por parte de outra pessoa por não estar acostumada a dizer NÃO a um contato físico que não desejam. É muito bom que as crianças imponham seus próprios limites
- Não a castigue por isso, tão pouco a manipule se ela se nega a beijar ou abraçar. É comum ouvir dos adultos, frases como ‘se não me der um beijo, eu vou ficar muito triste’, ‘se não me der um beijo é porque não me ama’, ‘se não me beijar eu vou chorar’, ‘dê um beijo na sua vovó porque senão ela se chateará muito contigo’, etc.  
Sofía Gil Guerrero
Psicóloga

“Quando nós forçamos as crianças a submeter-se a afeição indesejada a fim de não ofender um parente ou ferir os sentimentos de um amigo, nós ensinamos-lhes que os seus corpos realmente não pertencem a elas porque elas têm que deixar de lado seus próprios sentimentos para nos agradar”, explica Irene van der Zande, cofundadora e diretora executiva da Kidpower Teenpower Fullpower International, uma organização sem fins lucrativos especializada no ensino de segurança pessoal e prevenção da violência. “Isto leva a crianças abusadas sexualmente, meninas adolescentes que se tornam sexuais para que os outros ‘gostem delas’ e crianças que aturam assédio moral porque todo mundo está ‘se divertindo’”.


"Isso pode ser invasivo e desconfortável. A criança pode entender que o contato físico sem permissão é normal ou que deve sempre agradar o outro", diz Mariana Bonsaver, psicóloga da Maternidade Pro Matre Paulista, em São Paulo. "Forçar a criança a tocar outras pessoas pode deixá-las vulneráveis a pessoas mal-intencionadas", segundo a coach familiar Valéria Ribeiro, do site Filhosofia.



sexta-feira, 3 de abril de 2020

Crescer

"Você se cansa de amores incompletos, de amores platônicos, de falta de amor, de excesso disso e daquilo. Se cansa do “apesar de”. Se cansa do rabo entre as pernas, da sensação de estar sendo prejudicado, se cansa do “a vida é assim mesmo”. Você se cansa de esperar, de rezar, de aguardar, de ter esperanças, cansa do frio na barriga, cansa da falta de sono. Você se cansa da hipocrisia, da falsidade, da ameaça constante, se cansa da estupidez, da apatia, da angústia, da insatisfação, da injustiça, do frenesi, da busca impossível e infinita de algo que não sabe o que é. Se cansa da sensação de não poder parar."