sábado, 4 de abril de 2020

Quando a criança rejeita os abraços e os beijos

Hoje tive, um contratempo referente as crianças abraçarem quando não querem fazer isso. Enfim, foi algo que me deixou pensativa.... será que estou agindo errado ao não corrigir meu filho? Será que no futuro irei passar vergonha por isso? Então fui pesquisar na internet sobre esse assunto. Segue abaixo as informações que encontrei.

A seguir, compartilhamos contigo algumas recomendações que lhe ajudarão a abordar adequadamente a conduta de rejeição que o seu filho manifesta quando as pessoas do seu meio lhe demandam beijos ou abraços: 
- Não se alarme se o seu filho se nega a dar um beijo ou abraço em outra pessoa. O mais recomendável é agir com normalidade e não insistir para que o faça. 
- Beijar ou abraçar não deve ser uma obrigação! Não há que obrigar as crianças a dar beijos ou abraços a outras pessoas se elas não quiserem fazê-lo. As crianças têm que se sentir livres para beijar alguém a quem amam e quando quiserem.  
- Devemos respeitar as crianças e suas decisões. O seu corpo é seu e devemos respeitar que elas escolham com quem querem ter contato físico e com quem não. 
- Não devemos convencer a criança para que acabe beijando alguém contra sua vontade, já que podemos favorecer dessa maneira que sejam mais vulneráveis a um abuso por parte de outra pessoa por não estar acostumada a dizer NÃO a um contato físico que não desejam. É muito bom que as crianças imponham seus próprios limites
- Não a castigue por isso, tão pouco a manipule se ela se nega a beijar ou abraçar. É comum ouvir dos adultos, frases como ‘se não me der um beijo, eu vou ficar muito triste’, ‘se não me der um beijo é porque não me ama’, ‘se não me beijar eu vou chorar’, ‘dê um beijo na sua vovó porque senão ela se chateará muito contigo’, etc.  
Sofía Gil Guerrero
Psicóloga

“Quando nós forçamos as crianças a submeter-se a afeição indesejada a fim de não ofender um parente ou ferir os sentimentos de um amigo, nós ensinamos-lhes que os seus corpos realmente não pertencem a elas porque elas têm que deixar de lado seus próprios sentimentos para nos agradar”, explica Irene van der Zande, cofundadora e diretora executiva da Kidpower Teenpower Fullpower International, uma organização sem fins lucrativos especializada no ensino de segurança pessoal e prevenção da violência. “Isto leva a crianças abusadas sexualmente, meninas adolescentes que se tornam sexuais para que os outros ‘gostem delas’ e crianças que aturam assédio moral porque todo mundo está ‘se divertindo’”.


"Isso pode ser invasivo e desconfortável. A criança pode entender que o contato físico sem permissão é normal ou que deve sempre agradar o outro", diz Mariana Bonsaver, psicóloga da Maternidade Pro Matre Paulista, em São Paulo. "Forçar a criança a tocar outras pessoas pode deixá-las vulneráveis a pessoas mal-intencionadas", segundo a coach familiar Valéria Ribeiro, do site Filhosofia.



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